8 alimentos que fazem mal à saúde do fígado

O fígado desempenha funções essenciais para o organismo, participando do metabolismo de nutrientes, do processamento de substâncias e da produção de componentes importantes para a digestão. Por isso, cuidar da alimentação também é uma forma de contribuir para a saúde desse órgão.
Alguns alimentos e bebidas merecem atenção especial quando aparecem com frequência no cardápio. O excesso de açúcar, gorduras saturadas, alimentos ultraprocessados e bebidas alcoólicas, por exemplo, está associado a hábitos que podem favorecer o acúmulo de gordura no fígado e outros problemas metabólicos.
Isso não significa que um alimento consumido ocasionalmente vá causar uma doença no fígado. O principal ponto é observar a frequência, as porções e o conjunto da alimentação.
Bebidas alcoólicas
O álcool é um dos principais itens que merecem atenção quando o assunto é fígado. O consumo frequente ou excessivo pode provocar danos ao órgão e está relacionado a diferentes doenças hepáticas.
Para pessoas que já apresentam alguma doença no fígado, a recomendação pode ser ainda mais rigorosa. Em casos de cirrose, por exemplo, o ideal é interromper completamente o consumo de álcool, pois ele pode aumentar os danos hepáticos. Por isso, bebidas como cerveja, vinho e destilados não devem fazer parte da rotina de quem precisa proteger a saúde do fígado.
Refrigerantes e outras bebidas açucaradas
Refrigerantes, chás adoçados, bebidas esportivas e outras opções com grande quantidade de açúcar também merecem atenção.
O problema está principalmente no consumo frequente de grandes quantidades de açúcares simples, especialmente frutose. Segundo o NIDDK, bebidas açucaradas e sucos estão entre as fontes que devem ser reduzidas por pessoas com esteatose hepática.
Na prática, trocar essas bebidas por água é uma mudança simples que pode ajudar a reduzir o consumo diário de açúcar.
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Frituras
Batata frita, salgadinhos, frango frito e outros alimentos preparados por imersão em óleo costumam apresentar alta quantidade de gordura e calorias.
O consumo frequente de alimentos ricos em gorduras saturadas pode contribuir para uma alimentação desequilibrada e para o ganho de peso, fatores associados à doença hepática esteatótica metabólica, também conhecida como MASLD.
Uma alternativa mais interessante é priorizar preparações assadas, cozidas ou grelhadas.
Carnes processadas
Salsicha, linguiça, presunto, salame, mortadela e outros embutidos devem ser consumidos com moderação.
Além de serem alimentos ultraprocessados em muitos casos, eles podem apresentar quantidades elevadas de gordura e sódio. Reduzir carnes processadas e outros alimentos ultraprocessados é essencial dentro de uma estratégia alimentar voltada à saúde do fígado.
No dia a dia, vale alternar esses produtos com fontes de proteína como peixe, frango, ovos, feijão e outras leguminosas.
Doces, biscoitos e produtos com muito açúcar
Bolos, biscoitos recheados, chocolates, balas, sorvetes e outros doces podem concentrar bastante açúcar e calorias em pequenas porções.
Quando consumidos diariamente e em excesso, esses alimentos podem dificultar o controle do peso e favorecer uma alimentação rica em açúcares adicionados. Limitar alimentos e bebidas com grandes quantidades de açúcares simples é indispensável, especialmente para quem apresenta doença hepática gordurosa.
Isso não significa que seja necessário eliminar completamente uma sobremesa ocasional. A recomendação é evitar que ela se transforme em um hábito diário.
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Carnes muito gordurosas e alimentos ricos em gordura saturada
Carnes com grande quantidade de gordura aparente, manteiga, leite integral e alguns produtos preparados com gorduras sólidas podem aumentar a ingestão de gordura saturada.
Para pessoas com esteatose hepática, o correto é substituir gorduras saturadas e trans por gorduras insaturadas, e também limitar alimentos ricos em gordura saturada. Peixes, castanhas, sementes, abacate e óleos vegetais podem fazer parte de uma alimentação mais equilibrada, dependendo das necessidades individuais.
Alimentos ultraprocessados
Comidas congeladas prontas, pizzas industrializadas, salgadinhos, alguns cereais açucarados e outros produtos ultraprocessados podem reunir grandes quantidades de gordura, açúcar e sódio.
A recomendação não é olhar para um único alimento de forma isolada, mas diminuir a presença desses produtos na rotina. Alimentos altamente processados devem ser reduzidos em uma alimentação voltada ao controle da doença hepática esteatótica metabólica.
Uma boa estratégia é priorizar alimentos frescos ou minimamente processados na maior parte das refeições.
Pães e carboidratos refinados em excesso
Pão branco, biscoitos, massas feitas com farinha refinada e outros produtos semelhantes podem aparecer com frequência em uma alimentação pouco variada.
Para quem tem esteatose hepática, dê preferência a alimentos com menor índice glicêmico, como frutas, verduras e cereais integrais, em vez de consumir grandes quantidades de carboidratos refinados. Uma troca simples pode ser optar por pão integral, aveia, arroz integral e outros cereais integrais com maior frequência.
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Como montar um cardápio mais amigo do fígado?
Cuidar do fígado não significa seguir uma dieta extremamente restritiva. O mais importante é construir uma rotina alimentar equilibrada e sustentável.
Uma referência utilizada para a saúde hepática é o padrão alimentar mediterrâneo, que prioriza vegetais, frutas, cereais integrais, leguminosas, peixes e fontes de gorduras insaturadas.
Também vale reduzir bebidas açucaradas, alimentos ultraprocessados, frituras, carnes processadas e excesso de açúcar. A água pode ser a principal bebida do dia, enquanto frutas inteiras costumam ser uma opção mais interessante do que bebidas açucaradas ou sucos com pouco controle de porção.
Além da alimentação, manter um peso saudável e praticar atividade física são medidas importantes para a prevenção e o controle da esteatose hepática.
Pequenas trocas podem fazer diferença
Não é preciso mudar todo o cardápio de uma vez. Começar pelas bebidas açucaradas, diminuir as frituras e substituir alimentos ultraprocessados por opções mais naturais já pode melhorar a qualidade da alimentação.
Para quem tem diagnóstico de doença no fígado, entretanto, as necessidades podem variar bastante. Pessoas com esteatose, hepatite, cirrose ou outras condições hepáticas devem conversar com médico ou nutricionista antes de fazer mudanças importantes na alimentação
Seu fígado também agradece uma rotina mais equilibrada
Não existe um único alimento capaz de “limpar” ou “desintoxicar” o fígado. O cuidado mais importante está no conjunto dos hábitos, principalmente na alimentação equilibrada, no controle do peso, na prática de atividade física e na redução ou eliminação do álcool quando houver indicação.
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Sobre o Autor

- Baiana, 23 anos. Escrevendo, sonhando e aprendendo.



